É muito mais fácil avaliar as coisas quando se está olhando de fora... Será que eu posso sair um pouquinho?
É muito mais fácil tomar uma decisão quando se sabe o futuro... Será que eu posso ter uma bola de cristal?
É muito mais fácil ser prática quando não se ama... Será que eu posso tirar meu coração um pouquinho?
As vezes me dá vontade de ser firme e resolver tudo de uma vez... Mas eu não sou forte suficiente pra isso. E eu quero isso? nem eu mesma sei...
E se eu tudo acabar? Eu sei que o tudo nem existe, ou melhor, nada existe... Mas e se esse nada acabar? eu não sei ficar sem esse nada, que ao mesmo tempo é tudo... Por isso eu me engano conscientemente, e inconscientemente, e burramente, e sabiamente.
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As fórmulas podem ser escritas e reescritas, feitas e refeitas, apagadas, lembradas, esquecidas... Ta aí a nossa maior diferença. Se a constante está errada eles acham outra, que se adeque ao meio, ou que seja proporcional; a gente não... Ainda mais quando se tem uma constante que está quase tendendo ao infinito... Não há nada muito proporcional nisso (é 8 ou 80).Do mesmo jeito que Coulomb não vive sem o K, e que tantos outros precisam das suas contantes, também preciso da minha... Do que me é constante, do que se tenta evitar mas que, na verdade, nunca saiu de lá.
A constante serve pra dar equilíbrio, pra dar razão e até mais que isso... Serve pra dar sentido; sentido pra fórmula, pra explicações científicas, pra alguns corações, pra algumas vidas...
Lutar contra uma coisa constante é se enganar sempre, e conscientemente. Mas pensando bem, nunca vi uma fórmula perder sua constante...
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