
Era um amor tão puro. Amor de infância mesmo. Amor daqueles que se percebe no olhar sabe?
Certo dia eu estava lembrando dos pequenos surtos que eu tinha enquanto estávamos quietinhos, e com algum movimento que ele fazia, meu coração reagia feliz.
Nessa hora eu sempre dava um abraço forte e dizia "eu te amo!" (ele até cansava de ouvir).
O maior admirador do meu olhar tinha mesmo que ser o responsável por deixá-lo assim... Brilhante, iluminado de lágrimas.
Arrependimento não, mas como dói pensar naquilo que nasceu lá atrás, tão inocentemente, naquilo que se manteve constante quietinho, ali no canto, e que quando resolveu se mostrar novamente, encantou duas vidas.
Não consigo me expressar de outra maneira que não seja assim. Meu lado direto até quer falar, mas ele fica dentro do peito e não consegue sair, lá tá muito apertado.
12/junho/2011
Nenhum comentário:
Postar um comentário